CAFÉ CONVERSO

 

Cap. 1 –  ATIRE A PRIMEIRA PRECE

Orai pelos que vos maltratam e perseguem para que sejais filhos do vosso Pai que esta nos céus, que faz o sol nascer sobre maus e bons e a chuva descer sobre justos e injustos”. Mateus 5:44 e 45.

Norman Vincent Peale, escritor e pastor norte-americano, contou em sua autobiografia que era acostumado a atirar orações nas pessoas. Ele aconselhava: “Atire orações em vez de pedras”.

Dizia que essa prática fazia bem, tanto às pessoas pelas quais orava, quanto para ele mesmo. Passava pelas ruas e atirava oração sobre os transeuntes. De dentro de um trem ele via uma casinha de campo, com uma mulher e uma criança mal vestidas, e atirava suas preces em favor delas.

Em sua prática remetia orações a todas as pessoas com as quais tivesse contato ou conhecesse. Entendia que isso era uma forma de cooperar com Deus para melhorar o mundo.

Como já disse alguém, “para fazer o mal nem é preciso curso ou faculdade”. Muito fácil é atirar pedras. A tendência da natureza adâmica, decadente, animal e diabólica revela isto. A insensibilidade,  a indiferença, o egoísmo, a inveja, o individualismo e o orgulho indevido, são o que Paulo, o Apóstolo, chamava de “frutos da carne”, e leva-nos muitas vezes a atirar  o que não presta, principalmente em alguém que comete um grave erro.

Na verdade, perde-se a noção de que é exatamente nesta hora que o ser humano carece ainda mais de graça e amor! “Quem atira pedra esconde seu grito por sentir a mesma dor”,  já dizia o compositor paulista Daniel Maia, em uma canção. Somente as pessoas satisfeitas e completas na graça de Deus conseguem manter a mente distante e acima dessas coisas!

Que tal começarmos o dia atirando orações nas pessoas pelas quais cruzarmos nas ruas, além daquelas que erraram  consigo mesmas, com os outros e até conosco?  Já experimentou? Mais que uma teologia,  Norman Vincent Peale nos deixou este legado e, bons exemplos como este devem ser reproduzidos para a glória do Pai!

ATIRE UMA PRECE

Atire o que presta

não retire, não deprecie

nem despreze a compaixão;

atire as preces

jamais as pedras,

estilhaços da geleira do coração

Alcançado foste por graça,

imerecido favor do céu

ingratidão aduba amargura,

carência indevida, dor cruel;

mas o contentamento da alma

traz na língua favos de mel

E a doçura dessa graça em ti

fará com que te mires no outro

alvo predileto do amor do Pai

e as palavras fervilhadas em oração

vão aquecer a mais pobre alma

para o milagre da Vida que não se esvai

 

 Oremos: Senhor, peço-Te perdão por muitas vezes ter dito  palavras que amaldiçoaram, palavras que ofenderam e até fizeram alguém chorar. Perdoe-me por muitas vezes atirar pedras, condenando e julgando pessoas tão pecadoras quanto eu. Que a partir de hoje meu coração libere boas palavras e atire preces em quem eu encontrar, e assim, Tua bênção alcance cada pessoa, em nome de Jesus, amém!

 

Cap. 2 – A INSUPERABILIDADE DE CRISTO

 

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12

 

Auguste Comte, famoso filósofo e sociólogo francês ateu conversava com Thomas Carlyle, escritor, historiador e ensaísta crente em Jesus:

-Sabe, Thomas, eu ainda vou criar uma nova religião que vai ultrapassar Jesus e o  Cristianismo.

-É? Como essa religião vai se chamar?

-Simples. Tão simples como uma tabuada de matemática. Será chamada Positivismo.

-Mas creio que há algumas coisas que você terá de fazer para ultrapassar o Cristianismo, alguns detalhes como, nascer de uma virgem. Só aí você já perdeu. Você deve fazer paralíticos andarem, cegos enxergarem, multiplicar pães e peixes para mais de 5 mil pessoas, caminhar sobre o mar, fazer prodígios, falar como nenhum outro falou, morrer numa cruz,  ressuscitar  no terceiro dia e provar para mais de 500 pessoas que você está vivo. Quando você  conseguir essas “coisinhas”, sua religião poderá ter alguma chance de sobrevivência.

Neste instante Alguste Comte prostrou-se de joelhos. Levantou as mãos e admitiu ser impossível superar Jesus e Sua obra. Jesus é insuperável!

Só nEle, nossas palavras também ganham sentido vivo, que podem ser casadas com atitudes que põem nossos passos no caminho da vida plena e nos faz reparti-la. Palavras que ajudam ao fraco se fortalecer, ao aflito achar paz, ao desprezado descobrir seu valor… Só nEle nosso verbo também se faz carne. Isto dá sentido à sagrada expressão do ser. Isto dá ao ser o sentido do sagrado.

Comecemos o dia agradecendo a Deus pelo privilégio de pertencermos a Ele e termos Jesus, Seu Filho, como modelo para nossa vida, além de Senhor e Salvador!

 

A SAGRADA EXPRESSÃO DO SER

 

Vestido de glória,

despido de Si,

acima do moderno

– sempiterno.

E sempre terno

sem bravata,

como ninguém

pregou com a própria vida

o que nunca se havia visto aqui.

O Verbo se fez carne

e na carne se fez escárnio,

sendo moído até o Calvário

para mostrar ao mundo inteiro

que a sagrada expressão do Ser

precede ao fato de ter e fazer

e excede ao ato de falar e dizer.

 

Oremos: Pai, obrigado por ter conhecido Jesus como a expressão maior do Teu amor aos homens e modelo  para minha vida! Mais que palavras que eu possa dizer, que meu coração ardentemente expresse em atos o que eu desejo comunicar, para que o mundo saiba que Jesus ainda vive e assim sabendo, Teu nome seja exaltado por onde eu passar! Em nome dEle, amém!

Cap. 3 – OS FRUTOS DA BOA AÇÃO

 

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque assim é a Lei e os Profetas”. Mateus 7:12.

Havia na década de 70 um menino chamado Peter Godwin, filho de colonos ingleses que moravam na África. Ele acompanhava sua mãe no trabalho de vacinação em alguns países daquele continente.

Sua mãe era médica e fazia parte do programa de imunização. Era funcionária do governo africano, no distrito de Melsette. Lá, ele e sua mãe imunizavam as pessoas contra a varíola, a difteria, a tuberculose e a poliomielite.

Alguns lugares que não faziam parte do roteiro também eram visitados pela médica e o menino. Ultrapassavam os limites impostos pela obrigação profissional.

A família de Peter voltou à Inglaterra depois de alguns anos. Quando se tornou adulto, ele fez jornalismo e ao se formar começou a trabalhar no jornal inglês Sunday Times.

Em 1986 voltou à África para fazer cobertura jornalística da guerra em Moçambique, onde o governo marxista lutava contra nova geração de rebeldes. Naquela atmosfera Peter foi preso como refém.

Tal incidente o aterrorizou, roubando-lhe a esperança de sair ileso. Seus pertences foram confiscados e chegava a ter medo da morte.

Para sua surpresa, quando o apresentaram ao chefe dos rebeldes, foi reconhecido.

O homem percebeu que Peter era aquele garoto que quando criança ajudava a mãe imunizar a população contra as doenças. Naquele momento ele estava exatamente em um dos lugares que não estavam no itinerário do programa de vacinação em que outrora trabalhara. O lugar fazia parte do programa alternativo de imunização que sua mãe voluntariamente executara.

– Você pertence a que família? – indagou o chefe.

– Sou da família Godwin – Respondeu um tanto tenso.

– Ah! Bem que desconfiei! Então sua mãe era aquela médica que distribuía vacinas aqui na região?

– Ela mesma!

– Foi ela que me vacinou quando eu era criança! Olha só a cicatriz no meu braço – mostra, suspendendo a manga da camisa.

– Você costumava vir com sua mãe, não é mesmo?

– Isso mesmo! – Peter respondia com uma ponta de alívio e um fio de esperança que chegavam a lhe provocar um brilho nos olhos.

– Veja como eu cresci forte! – festejou o chefe.

Em poucos minutos Peter deixou de ser um refém e se tornou hóspede de honra. Seus objetos confiscados foram entregues e depois de longas conversas em clima festeiro, foi se despedindo de todos. O grupo que o havia prendido chegou a fazer uma foto com ele.

Este episódio mostra que a boa ação permanece sempre viva. A generosidade pode ecoar por muito tempo e produzir resultados espantosos quando menos se espera.

Peter poderia, em outras circunstâncias, estar morto, mas os favores desinteressados que outrora sua mãe fizera àquele povo o salvou. Vale a pena ultrapassar os limites impostos pela obrigação e seguir a voz do coração.

(Fonte: Revista Seleções 2001)

 

ALÉM DOS LIMITES DA OBRIGAÇÂO

O dever não pode te engaiolar
nem fazer refém teu coração
indo além dos limites impostos
estás a cumprir tua correta missão

Há gestos nobres escondidos
por trás da imperiosa obrigação
que mudariam histórias de gente
que vive à cata de solução

Vá além do que a razão atesta
pois assim boa história te resta,
a que Deus em tua vida escreveu
e na hora em que menos esperares
hás de respirar novos ares
dizendo: Ele me favoreceu!

 

Oremos: Senhor, obrigado por mais um dia! Tu já tens nos favorecido graciosamente mesmo quando nos distraímos da devoção, da fé e da piedade. Porém, como gratidão, ajuda-me a ir além dos limites das minhas obrigações e deveres. Ensina-me a caminhar a segunda milha, e que com este ato eu possa começar  a construir altares que sinalizem Teu reino na terra, em nome de Jesus, amém!

 

 Cap. 4 – MERGULHANDO DUAS VEZES NO MESMO RIO

Convém que eu faça as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. ( João 9:4).

Já dizia Heráclito de Éfeso, filósofo grego do século VI e V a.C. “Não se pode mergulhar duas vezes no mesmo rio”. Esta frase nos mostra duas verdades: a corrente de um rio que agora segue já não será mais a mesma de daqui há pouco tempo; a outra, é que o corpo se modifica. As suas células se transformam. É apenas uma questão de tempo!

O que ouvimos hoje e nos soa como óbvio, pode fazer efeito diferente amanhã em outro contexto e situação de nossa vida. Diria que neste caso poderia acontecer “o óbvio criativo”, pois o Espírito divino pode criar novidade em cima do que ouvimos há anos!

Não entrando em detalhes na questão filosófica proposta por Heráclito, essa frase nos remete ao fato de que as oportunidades que temos agora podem nunca mais voltar, como um pássaro que pousa sobre nosso ombro, e se não o pegamos já, logo pode fugir (embora ecologicamente incorreto, valeria pelo menos por alguns segundos a alegria de segurar um “trinca ferro”).

As pessoas que vou encontrar hoje podem nunca mais ser vistas e se forem vistas outra vez, a realidade de hoje já não será mais a mesma de amanhã; o estado do seu coração hoje pode não ser o mesmo de amanhã e as circunstâncias também mudam. A unção, ou capacitação sobrenatural de ontem, pode não me servir para o desafio de hoje, e a de hoje pode não servir para amanhã.

A frase nos remete à uma reflexão sobre nossa missão. A salvação em Cristo não tem como prerrogativa a solução individual de nossos problemas imediatos e a garantia do céu. É algo que precisa interferir na História, na vida do outro e no mundo que está ao nosso alcance. (Para tanto é preciso que cresçamos em Sua imagem, bebendo todo dia em Sua fonte). “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”. II Pedro 3:9.

Portanto, Deus está muito interessado na raça humana e nos chama para uma intimidade hoje, dando-nos a sabedoria estratégica de hoje, a fim de nos usar hoje, para abençoar pessoas hoje, dentro da nossa realidade de hoje. Amanhã, o desafio será outro, com outra realidade, com outras pessoas, num outro dia que pode não mais chegar…

Comecemos o dia antenados nos sinais de Deus: “Como e quem o Senhor  pretende colocar hoje em meu caminho a fim de serví-Lo”? Perguntemos a Ele!

 

A MISSÃO

 

Lanço-me nessa missão.

Conquanto às vezes omisso,

só submisso descanso

nas mãos do Senhor da seara,

para não ver o tempo escorrer

por entre o ócio de meus dedos;

pois enquanto n’Ele descanso,

faço o trabalho que é mesmo Seu,

pois certo estou:

– É mesmo Ele Quem trabalha

por intermédio meu.

E ao n’Ele descansar,  sossego

e inteiro me entrego ao prazer

do serviço a mim confiado,

no qual recompensado anelo

e anseio ver mais e mais vidas

quanto mais vidas cedendo vão

ao apelo do Espírito que convence,

que vence e converte à Vida

até o mais empedernido coração!

 

Oremos: Senhor, obrigado por este dia, que é para mim presente teu! Ajuda-me a fazer dele a oportunidade  de expressar Tua bondade e alcançar aquele que desejas abençoar. Usa-me no tempo, lugar e modo que quiseres para que eu possa cumprir a missão que me deste, e que seja ela minha adoração e gratidão, em nome de Jesus, amém!


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Sobre Moisés França

Cantor, compositor e jornalista.
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