Uma Dívida Sem Juros e Correções. Apenas Corretiva!

                                                     Jovens orando por sua cidade

                                

“Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor que deveis uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei”. (Romanos 13:8)

Mas que dívida é essa que nos dá o privilégio de cumprir toda a Lei uma vez que a mesma é paga e também cobre multidão de pecados, tanto os nossos quanto de quem amamos? (I Pedro 4:8). 

Creio que isto acontece desde relacionamentos amigáveis ou não,  intercessões  pelas cidades,  evangelização,  casamento, assistência aos órfãos e viúvas e até o ponto mais difícil: perdoar os que nos detestam e ignoram. 

De amar os amáveis, todo mundo é capaz. Solidariedade? Maravilha! Mas até os ateus a praticam bem. O desafio é amar os que se revelam pessoas difíceis, não merecedoras, não simpáticas, que se mostram inimigas…Mas quando as amamos já podemos trafegar sobre os trilhos da Verdade. Não há lei contra isto e a razão estará sempre conosco ao abrirmos mão dela mesma, dando preferência ao outro, pois o amor faz isto.

Como já disse Agostinho, um dos pais da Igreja: “Ama e faze o que quiseres”. Ninguém que ama quer fazer o que não deve. E o amor, como sabemos, é um dever. Mais que isto, uma dívida!

Pior é quando mesmo dentro da comunidade que chamamos cristã ou evangélica, há pessoas que não se suportam. Gostar, é outro departamento. Mas mesmo não gostando do jeito, da atitude, da maneira de ser do outro, o desafio continua o mesmo: amar! 

Certamente que não estamos com essa “bola”, de sair amando até pessoas que se mostram indesejáveis. É um processo miraculoso da graça, pois a própria fé em Cristo já é algo miraculoso!

Em contrapartida, como não somos máquinas, Deus espera iniciativas livres de quem vive na liberdade da graça. E essas pessoas “indesejáveis” são alvos prediletos e desejados do amor de Deus, pois “onde abundou o pecado, superabundou a graça”!

Assim como para pagarmos nossas dívidas materiais precisamos nos esmerar no trabalho, também para obtermos a moeda de troca da graça para pagamento de nossas dívidas de amor carecemos de disciplina, estudo da Palavra, oração, jejum e prática devocional. Como consequência, a prática do amor é introjetada em nós e o ato de amar é corretivo para nossa vã maneira de viver!

A dívida da salvação eterna já foi paga por Jesus! Só Ele seria capaz.  Mas o mínimo que podemos fazer como gratidão e consequência dessa graça é cumprir o desafio da nossa vida de fé em Cristo: “Amai os vossos inimigos; abençoai os que vos amaldiçoam e orai pelos que vos maltratam e perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus, que faz o sol nascer sobre maus e bons e a chuva descer sobre justos e injustos” (Mateus 5:44 e 45).

Celebremos juntos, então, a maravilhosa graça de Deus,  exercitando o mais excelente dos dons. Não é fácil, claro! Mas creiamos que o quebrantar-se no Espírito seja o melhor começo. Quando pedimos a Ele, a resposta vem!

Só mesmo vivendo neste projeto gracioso de vida é que nossas vidas e as coisas que fazemos ganham algum sentido, fora disso são como “metal que soa e sino que só faz barulho”. E que no dia do juízo, quando nossas obras forem testadas no fogo, não se revelem como palha! (1 Corintios 3:12-13). Escrevo estas linhas para mim primeiramente. Deus nos abençoe tenha misericórdia de nós!

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Sobre Moises Franca

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