O SAGRADO E O PROFANO NA CULTURA EVANGÉLICA BRASILEIRA

A cultura em que vivemos exerce grande influência em nossos conceitos de sagrado e profano. Necessário é que observemos com clareza o que é pecado à luz das Escrituras Sagradas e não pela lente fosca da nossa cultura e moral. Vejamos: há décadas atrás a igreja evangélica institucional considerava profano jogar futebol, chegando a afirmar que a bola era “o ovo do diabo”. Hoje, há muitos jogadores evangélicos, inclusive na seleção brasileira.

Há quatro décadas atrás a igreja evangélica institucional considerava ir ao cinema algo profano. Hoje, há até atores evangélicos cumprindo o sagrado ofício de fazer cinema e frequentá-lo, tem sido um das coisas mais corriqueiras na vida de um evangélico.

Nesta mesma linha de tempo também, a igreja evangélica institucional achava que tocar ou curtir rock era algo profano. Hoje, nos sagrados momentos de culto o rock está presente nos louvores de forma natural. Quem nunca cantou  O nosso general é Cristo…?

Saindo da nossa, perceba também a cultura do apóstolo Paulo. Naquele tempo a mulher deveria ficar calada dentro da congregação. Hoje, ministras e pastoras exercem seu sagrado dever e chamado de pregar a Palavra, como cumprimento da profecia de Joel 2:28. E nos últimos dias derramarei do meu Espírito sobre toda a carne…vossos filhos e vossas filhas profetizarão. Muito embora tal profecia tivesse seu cumprimento embrionado em Atos do Apóstolos, fora resistida durante séculos pelas barreiras culturais.

Pelos exemplos acima, podemos perceber que a nossa cultura, bem como foi no tempo de Paulo, exerce influência no conceito de sagrado e profano. Tudo isto, em algum momento da história, causou grande choque e por conta disto, os que quebraram tais paradigmas sofreram alguma pressão da igreja. 

Diante desta realidade e à luz da Palavra de Deus, perceba que o conceito de sagrado e profano nestes contextos está intimamente ligado às motivações do coração: Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. (I Coríntios 10:31). 

De certo que existem coisas intrinsecamente sagradas, que independem da ação humana. Mas partindo do que tange ao coração do homem, jogar futebol, ir e fazer cinema, o papel feminino na igreja, cantar e tocar rock…são coisas que podem ser sagradas ou profanas, mas só vão depender de uma genuína relação com Deus e da postura intencional de cada um diante dos Seus olhos, extrapolando qualquer barreira cultural ou humanamente moral. Agostinho já dizia: Ame e faça o que quiseres.

Finalizando, se somos de fato honestos, devemos admitir que há muito de sagrado em lugares denominados profanos e há muito de profano em lugares que chamamos de sagrados. O cuidado com o próprio coração é o que pode determinar e definir melhor tais conceitos. Tudo é puro para os que são puros… (Tito 1:15).

 

 

 

 

 

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Sobre Moisés França

Cantor, compositor e jornalista.
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