Canção da Liberdade (vídeo)

Esta música foi feita com base naquela atmosfera dos anos 80/90 e retrata um pouco da realidade social e espiritual do Brasil. Começando pelas cinzas do carnaval, trafega pela rebeldia dos roqueiros-poetas dessa geração, que contestavam com veemência o legado da ditadura militar: “…que país é esse?”, e ao mesmo tempo em comemoravam o fim dela, bradavam: “Ideologia, eu quero uma pra viver”.
Focaliza também a idolatria imposta pela religiosidade e pela mídia, e por outro lado, a vaguidade das “filosofias tortas”, que contagiavam o Brasil até a queda do muro de Berlim e o declínio do socialismo no leste europeu…
Esta canção apresenta a contrapartida: o Evangelho de Cristo, ”a loucura da cruz” como resposta a todas as indagações e buscas da humanidade.

CANÇÃO DA LIBERDADE

Letra: Moisés França e Artur Moraes/ Música: Moisés França

Ouviram do Ipiranga” o grito de uma liberdade

Que não traduz libertação p’ra alma de um povo

Cativo da incerteza, da idolatria imposta

De ideologias vagas, de filosofias tortas

É como navegar sem rumo, sem sentido

Perdido em alto mar…

Se envolve em seus brinquedos, veste suas fantasias

Se perde em seus enredos, colhe cinzas de alegrias

Se olha no espelho, vê como é triste a figura

Somente a liberdade lá do alto encerra a procura

E a graça é tão imensa que há de gerar gigantes

Nutridos pela fé…

Liberdade!

Abre as asas, vem voar pelo céu do meu país

A esperança é chama que ainda arde.

Liberdade!

Rompe os elos dos grilhões

Despolui os corações

Vem fazer o encontro com a verdade

Na mente traz a estrada que caminha sem destino

Na alma tantas marcas de um tempo em desatino

Passados tão presentes são sementes germinadas

Trazendo o fruto amargo da esperança vã e frustrada

Fechadas as algemas, um grito, um desespero

Não vão calar a dor…

E assim poetas loucos se perdem numa coreografia

Seduzem multidões na busca de outra ideologia

Se fazem de heróis, mas são vencidos pelo tempo

Com seus próprios lábios cavam túmulos ao vendo]

Não querem entender que a loucura lá da cruz

É a própria liberdade…

Liberdade!

Abre as asas, vem voar…

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Uma Dívida Sem Juros e Correções. Apenas Corretiva!

                                                     Jovens orando por sua cidade

                                

“Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor que deveis uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei”. (Romanos 13:8)

Mas que dívida é essa que nos dá o privilégio de cumprir toda a Lei uma vez que a mesma é paga e também cobre multidão de pecados, tanto os nossos quanto de quem amamos? (I Pedro 4:8). 

Creio que isto acontece desde relacionamentos amigáveis ou não,  intercessões  pelas cidades,  evangelização,  casamento, assistência aos órfãos e viúvas e até o ponto mais difícil: perdoar os que nos detestam e ignoram. 

De amar os amáveis, todo mundo é capaz. Solidariedade? Maravilha! Mas até os ateus a praticam bem. O desafio é amar os que se revelam pessoas difíceis, não merecedoras, não simpáticas, que se mostram inimigas…Mas quando as amamos já podemos trafegar sobre os trilhos da Verdade. Não há lei contra isto e a razão estará sempre conosco ao abrirmos mão dela mesma, dando preferência ao outro, pois o amor faz isto.

Como já disse Agostinho, um dos pais da Igreja: “Ama e faze o que quiseres”. Ninguém que ama quer fazer o que não deve. E o amor, como sabemos, é um dever. Mais que isto, uma dívida!

Pior é quando mesmo dentro da comunidade que chamamos cristã ou evangélica, há pessoas que não se suportam. Gostar, é outro departamento. Mas mesmo não gostando do jeito, da atitude, da maneira de ser do outro, o desafio continua o mesmo: amar! 

Certamente que não estamos com essa “bola”, de sair amando até pessoas que se mostram indesejáveis. É um processo miraculoso da graça, pois a própria fé em Cristo já é algo miraculoso!

Em contrapartida, como não somos máquinas, Deus espera iniciativas livres de quem vive na liberdade da graça. E essas pessoas “indesejáveis” são alvos prediletos e desejados do amor de Deus, pois “onde abundou o pecado, superabundou a graça”!

Assim como para pagarmos nossas dívidas materiais precisamos nos esmerar no trabalho, também para obtermos a moeda de troca da graça para pagamento de nossas dívidas de amor carecemos de disciplina, estudo da Palavra, oração, jejum e prática devocional. Como consequência, a prática do amor é introjetada em nós e o ato de amar é corretivo para nossa vã maneira de viver!

A dívida da salvação eterna já foi paga por Jesus! Só Ele seria capaz.  Mas o mínimo que podemos fazer como gratidão e consequência dessa graça é cumprir o desafio da nossa vida de fé em Cristo: “Amai os vossos inimigos; abençoai os que vos amaldiçoam e orai pelos que vos maltratam e perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus, que faz o sol nascer sobre maus e bons e a chuva descer sobre justos e injustos” (Mateus 5:44 e 45).

Celebremos juntos, então, a maravilhosa graça de Deus,  exercitando o mais excelente dos dons. Não é fácil, claro! Mas creiamos que o quebrantar-se no Espírito seja o melhor começo. Quando pedimos a Ele, a resposta vem!

Só mesmo vivendo neste projeto gracioso de vida é que nossas vidas e as coisas que fazemos ganham algum sentido, fora disso são como “metal que soa e sino que só faz barulho”. E que no dia do juízo, quando nossas obras forem testadas no fogo, não se revelem como palha! (1 Corintios 3:12-13). Escrevo estas linhas para mim primeiramente. Deus nos abençoe tenha misericórdia de nós!

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CD Nossos Hinos (o mais recente)

Este é o nosso mais recente CD. Acústico, brasileiro e recheado de hinos que marcaram nossa caminhada cristã. É um resgate dos nossos hinos e ao mesmo tempo, uma homenagem aos missionários "gringos" que aqui plantaram a mensagem do Evangelho que alcançamos. Eles tropuxeram consigo seus maravilhosos hinos. É para ouvir e refletir. Pode chorar também!

CD Nossos Hinos (Último lançamento)

Queridos,

este é o nosso mais recente trabalho, acústico e brasileiro. São hinos que marcaram nossa caminhada cristã.

É um resgate dos nossos hinários e ao mesmo tempo, uma homenagem aos missionários que plantaram a semente do Evangelho no solo brasileiro e trouxeram seus belos hinos.

Eles foram instrumentos de Deus no passado para que nós, através deles, fôssemos alcançados com a Boa Nova do Evangelho. É para ouvir, refletir e louvar!

OBS: Para adquirí-lo vá ao site www.moisesfranca.com.br e entre na loja virtual e vá ao pague seguro.

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Você tem fome de quê? Você tem sede de quê?

Outro dia li no jornal uma entrevista com um grande ator experiente no teatro brasileiro. Numa parte da entrevista ele alegava a falta de reconhecimento de seu trabalho nos tantos anos de vida artística.

Fiquei a pensar: A vida tem coisas curiosas! Enquanto a gente está lutando na caminhada cristã, tentando afugentar esse demônio chamado necessidade de reconhecimento (eu disse necessidade), outros estão lamentando a falta do mesmo e ainda outros vendendo a alma ao diabo para obter algum tempo de fama!

Sem contar que alguns chegam a se matar por causa da falta de reconhecimento. Há um ano atrás uma atriz global, sem trabalho, sem reconhecimento, sem papéis para representar, infelizmente fez isto.

Lembrei-me  da letra de Arnaldo Antunes: “Você tem fome de que? Você tem sede de quê?”.

Parece que escolhemos o tipo de alimento do qual temos fome. De fato escolhemos e quando preferimos as alfarrobas do Filho Pródigo pensando que é caviar, o fim é sempre deprimente!

Será que nossa alma realmente carece de reconhecimento humano? Ou será que existe coisa maior e melhor a ser buscada?

Será que estamos alimentando a alma com os nutrientes necessários para que ela se liberte de si mesma, de seu egoísmo, de seu narcisismo, de suas inseguranças, medos e angústias?

Será que ao buscar reconhecimento humano não estamos nos nivelando por baixo e nos contentando com pouco?

Pensei em ir mais longe, mas prefiro ficar por aqui com estas interrogações e fim de que reflitamos.

Prefiro fazer junto com voce as perguntas e daí, podermos descobrir a possibilidade de vislumbrar horizontes novos nAquele que conhece nossos corações famintos e que tem a resposta certa de que precisamos.

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CAFÉ CONVERSO

 

Cap. 1 –  ATIRE A PRIMEIRA PRECE

Orai pelos que vos maltratam e perseguem para que sejais filhos do vosso Pai que esta nos céus, que faz o sol nascer sobre maus e bons e a chuva descer sobre justos e injustos”. Mateus 5:44 e 45.

Norman Vincent Peale, escritor e pastor norte-americano, contou em sua autobiografia que era acostumado a atirar orações nas pessoas. Ele aconselhava: “Atire orações em vez de pedras”.

Dizia que essa prática fazia bem, tanto às pessoas pelas quais orava, quanto para ele mesmo. Passava pelas ruas e atirava oração sobre os transeuntes. De dentro de um trem ele via uma casinha de campo, com uma mulher e uma criança mal vestidas, e atirava suas preces em favor delas.

Em sua prática remetia orações a todas as pessoas com as quais tivesse contato ou conhecesse. Entendia que isso era uma forma de cooperar com Deus para melhorar o mundo.

Como já disse alguém, “para fazer o mal nem é preciso curso ou faculdade”. Muito fácil é atirar pedras. A tendência da natureza adâmica, decadente, animal e diabólica revela isto. A insensibilidade,  a indiferença, o egoísmo, a inveja, o individualismo e o orgulho indevido, são o que Paulo, o Apóstolo, chamava de “frutos da carne”, e leva-nos muitas vezes a atirar  o que não presta, principalmente em alguém que comete um grave erro.

Na verdade, perde-se a noção de que é exatamente nesta hora que o ser humano carece ainda mais de graça e amor! “Quem atira pedra esconde seu grito por sentir a mesma dor”,  já dizia o compositor paulista Daniel Maia, em uma canção. Somente as pessoas satisfeitas e completas na graça de Deus conseguem manter a mente distante e acima dessas coisas!

Que tal começarmos o dia atirando orações nas pessoas pelas quais cruzarmos nas ruas, além daquelas que erraram  consigo mesmas, com os outros e até conosco?  Já experimentou? Mais que uma teologia,  Norman Vincent Peale nos deixou este legado e, bons exemplos como este devem ser reproduzidos para a glória do Pai!

ATIRE UMA PRECE

Atire o que presta

não retire, não deprecie

nem despreze a compaixão;

atire as preces

jamais as pedras,

estilhaços da geleira do coração

Alcançado foste por graça,

imerecido favor do céu

ingratidão aduba amargura,

carência indevida, dor cruel;

mas o contentamento da alma

traz na língua favos de mel

E a doçura dessa graça em ti

fará com que te mires no outro

alvo predileto do amor do Pai

e as palavras fervilhadas em oração

vão aquecer a mais pobre alma

para o milagre da Vida que não se esvai

 

 Oremos: Senhor, peço-Te perdão por muitas vezes ter dito  palavras que amaldiçoaram, palavras que ofenderam e até fizeram alguém chorar. Perdoe-me por muitas vezes atirar pedras, condenando e julgando pessoas tão pecadoras quanto eu. Que a partir de hoje meu coração libere boas palavras e atire preces em quem eu encontrar, e assim, Tua bênção alcance cada pessoa, em nome de Jesus, amém!

 

Cap. 2 – A INSUPERABILIDADE DE CRISTO

 

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12

 

Auguste Comte, famoso filósofo e sociólogo francês ateu conversava com Thomas Carlyle, escritor, historiador e ensaísta crente em Jesus:

-Sabe, Thomas, eu ainda vou criar uma nova religião que vai ultrapassar Jesus e o  Cristianismo.

-É? Como essa religião vai se chamar?

-Simples. Tão simples como uma tabuada de matemática. Será chamada Positivismo.

-Mas creio que há algumas coisas que você terá de fazer para ultrapassar o Cristianismo, alguns detalhes como, nascer de uma virgem. Só aí você já perdeu. Você deve fazer paralíticos andarem, cegos enxergarem, multiplicar pães e peixes para mais de 5 mil pessoas, caminhar sobre o mar, fazer prodígios, falar como nenhum outro falou, morrer numa cruz,  ressuscitar  no terceiro dia e provar para mais de 500 pessoas que você está vivo. Quando você  conseguir essas “coisinhas”, sua religião poderá ter alguma chance de sobrevivência.

Neste instante Alguste Comte prostrou-se de joelhos. Levantou as mãos e admitiu ser impossível superar Jesus e Sua obra. Jesus é insuperável!

Só nEle, nossas palavras também ganham sentido vivo, que podem ser casadas com atitudes que põem nossos passos no caminho da vida plena e nos faz reparti-la. Palavras que ajudam ao fraco se fortalecer, ao aflito achar paz, ao desprezado descobrir seu valor… Só nEle nosso verbo também se faz carne. Isto dá sentido à sagrada expressão do ser. Isto dá ao ser o sentido do sagrado.

Comecemos o dia agradecendo a Deus pelo privilégio de pertencermos a Ele e termos Jesus, Seu Filho, como modelo para nossa vida, além de Senhor e Salvador!

 

A SAGRADA EXPRESSÃO DO SER

 

Vestido de glória,

despido de Si,

acima do moderno

– sempiterno.

E sempre terno

sem bravata,

como ninguém

pregou com a própria vida

o que nunca se havia visto aqui.

O Verbo se fez carne

e na carne se fez escárnio,

sendo moído até o Calvário

para mostrar ao mundo inteiro

que a sagrada expressão do Ser

precede ao fato de ter e fazer

e excede ao ato de falar e dizer.

 

Oremos: Pai, obrigado por ter conhecido Jesus como a expressão maior do Teu amor aos homens e modelo  para minha vida! Mais que palavras que eu possa dizer, que meu coração ardentemente expresse em atos o que eu desejo comunicar, para que o mundo saiba que Jesus ainda vive e assim sabendo, Teu nome seja exaltado por onde eu passar! Em nome dEle, amém!

Cap. 3 – OS FRUTOS DA BOA AÇÃO

 

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque assim é a Lei e os Profetas”. Mateus 7:12.

Havia na década de 70 um menino chamado Peter Godwin, filho de colonos ingleses que moravam na África. Ele acompanhava sua mãe no trabalho de vacinação em alguns países daquele continente.

Sua mãe era médica e fazia parte do programa de imunização. Era funcionária do governo africano, no distrito de Melsette. Lá, ele e sua mãe imunizavam as pessoas contra a varíola, a difteria, a tuberculose e a poliomielite.

Alguns lugares que não faziam parte do roteiro também eram visitados pela médica e o menino. Ultrapassavam os limites impostos pela obrigação profissional.

A família de Peter voltou à Inglaterra depois de alguns anos. Quando se tornou adulto, ele fez jornalismo e ao se formar começou a trabalhar no jornal inglês Sunday Times.

Em 1986 voltou à África para fazer cobertura jornalística da guerra em Moçambique, onde o governo marxista lutava contra nova geração de rebeldes. Naquela atmosfera Peter foi preso como refém.

Tal incidente o aterrorizou, roubando-lhe a esperança de sair ileso. Seus pertences foram confiscados e chegava a ter medo da morte.

Para sua surpresa, quando o apresentaram ao chefe dos rebeldes, foi reconhecido.

O homem percebeu que Peter era aquele garoto que quando criança ajudava a mãe imunizar a população contra as doenças. Naquele momento ele estava exatamente em um dos lugares que não estavam no itinerário do programa de vacinação em que outrora trabalhara. O lugar fazia parte do programa alternativo de imunização que sua mãe voluntariamente executara.

– Você pertence a que família? – indagou o chefe.

– Sou da família Godwin – Respondeu um tanto tenso.

– Ah! Bem que desconfiei! Então sua mãe era aquela médica que distribuía vacinas aqui na região?

– Ela mesma!

– Foi ela que me vacinou quando eu era criança! Olha só a cicatriz no meu braço – mostra, suspendendo a manga da camisa.

– Você costumava vir com sua mãe, não é mesmo?

– Isso mesmo! – Peter respondia com uma ponta de alívio e um fio de esperança que chegavam a lhe provocar um brilho nos olhos.

– Veja como eu cresci forte! – festejou o chefe.

Em poucos minutos Peter deixou de ser um refém e se tornou hóspede de honra. Seus objetos confiscados foram entregues e depois de longas conversas em clima festeiro, foi se despedindo de todos. O grupo que o havia prendido chegou a fazer uma foto com ele.

Este episódio mostra que a boa ação permanece sempre viva. A generosidade pode ecoar por muito tempo e produzir resultados espantosos quando menos se espera.

Peter poderia, em outras circunstâncias, estar morto, mas os favores desinteressados que outrora sua mãe fizera àquele povo o salvou. Vale a pena ultrapassar os limites impostos pela obrigação e seguir a voz do coração.

(Fonte: Revista Seleções 2001)

 

ALÉM DOS LIMITES DA OBRIGAÇÂO

O dever não pode te engaiolar
nem fazer refém teu coração
indo além dos limites impostos
estás a cumprir tua correta missão

Há gestos nobres escondidos
por trás da imperiosa obrigação
que mudariam histórias de gente
que vive à cata de solução

Vá além do que a razão atesta
pois assim boa história te resta,
a que Deus em tua vida escreveu
e na hora em que menos esperares
hás de respirar novos ares
dizendo: Ele me favoreceu!

 

Oremos: Senhor, obrigado por mais um dia! Tu já tens nos favorecido graciosamente mesmo quando nos distraímos da devoção, da fé e da piedade. Porém, como gratidão, ajuda-me a ir além dos limites das minhas obrigações e deveres. Ensina-me a caminhar a segunda milha, e que com este ato eu possa começar  a construir altares que sinalizem Teu reino na terra, em nome de Jesus, amém!

 

 Cap. 4 – MERGULHANDO DUAS VEZES NO MESMO RIO

Convém que eu faça as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. ( João 9:4).

Já dizia Heráclito de Éfeso, filósofo grego do século VI e V a.C. “Não se pode mergulhar duas vezes no mesmo rio”. Esta frase nos mostra duas verdades: a corrente de um rio que agora segue já não será mais a mesma de daqui há pouco tempo; a outra, é que o corpo se modifica. As suas células se transformam. É apenas uma questão de tempo!

O que ouvimos hoje e nos soa como óbvio, pode fazer efeito diferente amanhã em outro contexto e situação de nossa vida. Diria que neste caso poderia acontecer “o óbvio criativo”, pois o Espírito divino pode criar novidade em cima do que ouvimos há anos!

Não entrando em detalhes na questão filosófica proposta por Heráclito, essa frase nos remete ao fato de que as oportunidades que temos agora podem nunca mais voltar, como um pássaro que pousa sobre nosso ombro, e se não o pegamos já, logo pode fugir (embora ecologicamente incorreto, valeria pelo menos por alguns segundos a alegria de segurar um “trinca ferro”).

As pessoas que vou encontrar hoje podem nunca mais ser vistas e se forem vistas outra vez, a realidade de hoje já não será mais a mesma de amanhã; o estado do seu coração hoje pode não ser o mesmo de amanhã e as circunstâncias também mudam. A unção, ou capacitação sobrenatural de ontem, pode não me servir para o desafio de hoje, e a de hoje pode não servir para amanhã.

A frase nos remete à uma reflexão sobre nossa missão. A salvação em Cristo não tem como prerrogativa a solução individual de nossos problemas imediatos e a garantia do céu. É algo que precisa interferir na História, na vida do outro e no mundo que está ao nosso alcance. (Para tanto é preciso que cresçamos em Sua imagem, bebendo todo dia em Sua fonte). “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”. II Pedro 3:9.

Portanto, Deus está muito interessado na raça humana e nos chama para uma intimidade hoje, dando-nos a sabedoria estratégica de hoje, a fim de nos usar hoje, para abençoar pessoas hoje, dentro da nossa realidade de hoje. Amanhã, o desafio será outro, com outra realidade, com outras pessoas, num outro dia que pode não mais chegar…

Comecemos o dia antenados nos sinais de Deus: “Como e quem o Senhor  pretende colocar hoje em meu caminho a fim de serví-Lo”? Perguntemos a Ele!

 

A MISSÃO

 

Lanço-me nessa missão.

Conquanto às vezes omisso,

só submisso descanso

nas mãos do Senhor da seara,

para não ver o tempo escorrer

por entre o ócio de meus dedos;

pois enquanto n’Ele descanso,

faço o trabalho que é mesmo Seu,

pois certo estou:

– É mesmo Ele Quem trabalha

por intermédio meu.

E ao n’Ele descansar,  sossego

e inteiro me entrego ao prazer

do serviço a mim confiado,

no qual recompensado anelo

e anseio ver mais e mais vidas

quanto mais vidas cedendo vão

ao apelo do Espírito que convence,

que vence e converte à Vida

até o mais empedernido coração!

 

Oremos: Senhor, obrigado por este dia, que é para mim presente teu! Ajuda-me a fazer dele a oportunidade  de expressar Tua bondade e alcançar aquele que desejas abençoar. Usa-me no tempo, lugar e modo que quiseres para que eu possa cumprir a missão que me deste, e que seja ela minha adoração e gratidão, em nome de Jesus, amém!


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ORAÇÃO DE PETIÇÃO

Se somos filhos de Deus e Ele sabe do que precisamos, porque temos que pedir? Deus pode ser manipulado através das nossas orações?

“A oração é um meio de nos levar à conformidade com a vontade de Deus, não um mantra mágico que assegura a vontade de Deus aos nossos desejos”, disse Hank Hanegraaff no livro “A Oração de Jesus”.

Creio que esta frase descreve a oração no seu significado genuíno. Um pensador brasileiro disse que “dizer que 90% dos brasileiros crêem em Deus é o mesmo que dizer: 90% dos brasileiros tentam manipular Deus para cumprir os seus desejos”. Quem disse isto foi Ruben Alves.

O professor Ruben, homem de mente brilhante, certamente tem razão quando coloca a questão no contexto dessa cultura do “me dá, me dá” evangélico, teologia da prosperidade e tal, mas me pareceu extremista quando generalizou.

Com todo respeito, creio que seria mais correto se afirmasse que uma grande parte dos que crêem em Deus possuem tal perfil, pois nem todo mundo ora pensando em manipular Deus. Há aqueles que aprenderam ou estão aprendendo a se submeter à vontade divina. Somando-se a isto há outro fator: do percentual dos que crêem em Deus, grande parte nem se quer ora. 

A frase de Hank Hanegraaff mostra que não podemos orar corretamente se aquilo que desejamos se opõe aos propósitos de Deus. É claro que a Bíblia relata casos em que a oração muda o rumo da vontade divina, como aconteceu com Ezequias.

Depois de uma profecia sobre sua morte o rei Ezequias, já adoecido, orou quebrantadamente, pedindo com insistência a Deus que não morresse e Ele lhe concedeu mais 15 anos de vida (II Reis 20).  Isto mostra que Deus cura quem quer, como quer e quando quer. A oração de Ezequias podia não ter sido respondida. Mas Deus quis responder.

A oração é sobretudo, uma manifestação de diálogo com Deus e através dela cultivamos relacionamento. Jesus sempre se retirava para falar com o Pai, não por  necessidade de pedir que sua vontade pessoal fosse cumprida, mas seu propósito era a relação de prazer pela intimidade. Pensando bem, eles tinham propósitos comuns.

Mas houve momento em que na sua humanidade fugiu à essa regra. No seu lamento de dor pediu que Deus afastasse dele o cálice que teria de beber. Mas se conformou dizendo:”…porém, que seja feita vossa vontade”.

Há interesses comuns entre nós e Deus. Aí é que deve residir as motivações das nossas orações! Que o Senhor nos ensine a  orar. Isto é Seu desejo! Que o Senhor nos leve à oração. Isto Ele anseia!  Quando nossos desejos se casam com os de Deus penso, baseado no que aprendi, que podemos afirmar ter havido a oração que Deus deseja ouvir!

                                            SEGUNDA PARTE

Gostaria de compartilhar com voces algo que debati em um grupo pequeno, do qual faço parte.

– Se somos filhos de Deus e Ele sabe do que precisamos, porque temos que pedir? Deus pode ser manipulado através das nossas orações, como disse Ruben Alvez?

Algumas destas respostas foram obtidas no debate:

1-      Devemos pedir porque Jesus ensinou que assim o façamos.  “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Porque quem pede, recebe, e quem busca, acha; e quem bate, abrir-se-lhe-á.” Lucas 11:09 e 10. Só aí já teríamos resposta suficiente. Jesus falou, tá falado.

2-      Devemos pedir porque o ato de pedir não é um fim em si mesmo. É um meio através do qual estabelecemos relacionamento com Deus. (Imagine recebermos tudo de que precisamos sem pedirmos. Correríamos o sério risco de achar que tudo foi obra o acaso, sem a interferência sobrenatural de Deus. Neste caso, não estaríamos dando graças a Ele).

3-      Devemos pedir porque assim expressamos humildade e dependência dEle. Quem diz que não pede nada a Deus, e que só agradece, está querendo ser melhor que Jesus, pois sendo quem foi, Ele também pediu. Pediu no Getsêmani que o Pai o livrasse daquele cálice, como já foi mencionado, embora se conformasse com a Sua vontade; na oração sacerdotal pediu pelos discípulos que o Pai lhe deu e pelos que ainda viriam (neste caso, orou por nós); pediu por Pedro para que não perdesse sua fé na provação, e ensinou aos discípulos que pedissem.

4-      Devemos pedir porque Deus tem prazer em ouvir o que o nosso coração deseja, mesmo já sabendo; assim como um pai tem prazer em ouvir do filho o que ele quer,  mesmo já tendo noção do que ele precisa. Sendo que o filho deve também estar aberto a receber um NÃO do Pai, pois tal resposta pode redundar em algo que só lá na frente ele vai entender.

5-      Devemos pedir porque é pedindo que aprendemos a pedir. Se não pedimos da maneira certa, precisamos pedir a Deus que nos ensine a pedir certo. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em seus próprios deleites. (Tiago 4:3).

6-      Devemos pedir porque precisamos ter para dar. Só temos algo para oferecer ao outro porque já recebemos da parte de Deus, “o Pai das luzes, de quem vem toda boa dádiva e todo o dom perfeito”. (Tiago 1:17 ). Na oração do Pai nosso Jesus coloca o pronome no plural: “Pai nosso”, “pão nosso”, “perdoai nossas ofensas”, “venha a nós o Teu reino”, e por aí vai. A oração começa com louvor “…santificado seja teu nome”; e segue com pedidos sequenciais. Só no final volta à uma expressão de louvor: “…pois Teu é o reino e o poder, e a glória para sempre, amém!”

                        RESUMO

Devemos lembrar que pedir deve envolver os interesses divinos. Petição é apenas uma dentre muitas outras formas de oração. Que aquilo que pedimos alcance benefício para o próximo (a mãe, o pai, a esposa, os filhos, os vizinhos, a comunidade, o país…).

Penso ainda que nossos pedidos se tornam mais nobres na  medida em que busquemos os interesses do Reino: “Venha a nós o Teu reino e seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu…”; pois só a vinda do Reino e sua justiça em si já traz consigo a nossa maior e melhor bênção. Amém?

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Os valores do Reino de Deus na MPB

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